Chevrolet Tracker

Desde o sucesso do EcoSport, a GM brasileira acalenta o desejo de abocanhar uma parte desse segmento com um SUV que atuasse abaixo do Captiva, maior e que parte de 90 000 reais. Já confirmado para a Argentina neste ano, o Tracker (chamado Trax nos EUA e em outros mercados) é o candidato perfeito, pois o modelo global que será vendido em 140 países utiliza a plataforma e os componentes de Cobalt, Onix, Spin e Sonic e ainda é produzido no México, o que ajudaria a deixá- lo na faixa entre 60 000 e 65 000 reais. Comercializado no Brasil até 2009 vindo da Argentina (na época um Suzuki Gran Vitara 4x4 vestido com a gravatinha Chevrolet), agora ele terá menos aptidões off-road e apenas a roupagem de jipinho.

Em nosso test-drive feito ano passado no EUA, pudemos comprovar que seu acabamento está no nível do EcoSport e que vem bem equipado, trazendo de série ar-condicionado, ABS, airbag duplo (com opção de seis) e sistema multimídia idêntico ao MyLink do Onix. Uma vez instalado na cabine, painel e outros comandos parecem muito familiares ao dono de um Chevrolet. Com visibilidade superior à do Eco, sua suspensão traseira de eixo de torção mostrou-se um pouco dura, mas sem prejudicar o conforto e ajudando a reduzir a inclinação da carroceria em curvas, dandolhe sempre um comportamento mais previsível.

Com 4,25 metros, tem o mesmo tamanho de um Eco, mas não se engane: como traz estepe na traseira, o Ford de fato tem menor área útil, como mostram seu entre-eixos menor (2,52 contra 2,56 do GM) e o porta-malas reduzido (326 litros ante 356). O motor Ecotec 1.8 da versão americana avaliada não virá para o Brasil. No seu lugar teremos o mesmo 1.6 flex de 120/116 cv que equipa o Sonic, também importado do México, com opções de câmbio manual de cinco marchas ou automática de seis.

fonte: Quatro Rodas
url: http://quatrorodas.abril.com.br/carros/impressoes/chevrolet-tracker-747577.shtml